Empregados, empresas e empreendedores, como superar a crise?

mulher-feliz

Não adianta tapar o sol com a peneira: a economia brasileira não está vivendo o seu melhor momento e as projeções não são animadoras, com tendência de inflação e os juros nas alturas. Diante deste cenário, como os profissionais podem manter o ânimo, se diferenciar e aumentar seus rendimentos? E como as empresas podem manter as condições competitivas, minimizando os efeitos da crise? 

O excesso de demissões e as alarmantes notícias que não saem da mídia contribuem para intensificar o medo e o descontentamento que se instalou no mercado de trabalho. E tanto pessimismo assim influencia, e muito, o clima organizacional das empresas e o estado de espírito dos trabalhadores. Neste cenário, quem quer garantir o emprego, a tão sonhada promoção ou encontrar uma nova oportunidade precisa adotar novas atitudes. O fato é que profissionais e organizações não podem deixar a peteca cair!

Ao perceber a ausência de proatividade, de iniciativa e de comprometimento, o profissional deve rever seus valores. Estes passos podem levar ao aprimoramento daqueles que buscam tornar-se excelentes profissionais e, assim, evitar demissões e garantir a empregabilidade neste momento de incertezas. Sabemos que numa crise, as empresas terão a difícil tarefa de reduzir o quadro de pessoal, mantendo funcionários que estejam rendendo mais do que o esperado, ou seja, um que faz trabalho de dois, às vezes até de três, que leva trabalho para casa, reduz intervalos, faz horas extras, entre tantas outras formas de conseguir dar conta das exigências das empresas.

E é nesse momento que os profissionais devem investir em si mesmos. Sei que você pode estar ai pensando “como investir em mim se falta tempo e dinheiro?” Tudo é uma questão de foco e prioridade. Se avaliarmos que nesse momento o tempo e o dinheiro devem ir para nossa área profissional, arrumaremos formas disso acontecer. E o que fazer? Buscar desenvolver mais competências, adquirir mais inteligência emocional, desenvolver autocontrole, enfim, inúmeras são as nossas possibilidades. O coaching está aí e pode nos ajudar em todas elas! Cursos diversos, que possam aumentar nosso leque de conhecimentos. Aprender mais línguas, se falamos inglês, podemos aprender espanhol, e se já sabemos inglês e espanhol, podemos aprender mandarim, e por ai vai… Podemos voltar a fazer nova faculdade ou curso se nossa escolha profissional não nos satisfaz.

Ao mesmo tempo, as empresas, especialmente aquelas em que as demissões em massa vêm acontecendo, devem incorporar ações que visem amenizar ou melhorar o clima entre os colaboradores, para que o rendimento dos mesmos não caia, prejudicando ainda mais os resultados. As empresas necessitam entender que a comunicação é extremamente importante para uma relação saudável entre o colaborador e sua organização, pois quando todos sabem das dificuldades que estão vivendo, o engajamento é maior e os resultados da crise virão na forma de  novas ideias, motivação e oportunidades.

Engajar colaboradores é sempre importante para que, em uma época de crise como esta, a empresa tenha aquilo que realmente necessita: desempenho e comprometimento. No entanto, se a organização somente considerar o engajamento importante quando a crise chegar, talvez seja tarde demais. Você só engaja o colaborador se criar condições para que ele ofereça mais da sua capacidade e potencial. Se você não agiu assim antes da crise, sua tarefa é muito mais difícil a daquelas empresas que a fizeram. Portanto, em épocas de insegurança, nada melhor do que uma comunicação honesta e transparente. As empresas precisam investir nos colaboradores como pessoas, não apenas como empregados. As melhores empresas fazem com que seus colaboradores se sintam confortáveis para conversar sobre qualquer assunto, sendo ele profissional ou pessoal.

Mas como os profissionais podem se manter ativos e aumentar a produtividade em tempos de demissões? O segredo está na liderança. Os líderes precisam criar espaço e oportunidades para que as pessoas conheçam o que é criatividade no ambiente de trabalho, e para isso é necessário cultivar alguns pontos fundamentais nas equipes, como, por exemplo, disposição para desempenhar mais de uma função, enxergar problemas como oportunidades e considerar todas as ideias surgidas.

E para os profissionais que almejam abrir um novo negócio? O segredo para os empreendedores de plantão… É uma ideia na cabeça e força de vontade de fazer acontecer. Quem se aventura e inicia o próprio negócio sabe que terá muito trabalho pela frente e também algumas dificuldades até que a empresa se estabilize e comece a crescer. Mesmo assim, há quem planeje e tome atitudes que vão na contramão do que todos esperam neste período de retração: apostar em diferenciais e encarar a crise de frente, fazendo o negócio prosperar como nunca! Todo caos gera vida. Então é na dificuldade que novas e brilhantes ideias surgem. Pense em algo novo em serviços ou produtos!

Neste momento, os profissionais precisam se diferenciar mais do que nunca, procurando aprimorar suas habilidades para alavancar sua carreira ou retornar o quanto antes ao mercado de trabalho. E você? O que pensa em fazer pela sua carreira durante a crise? Pense, anote seus objetivos e corra atrás dos seus sonhos agora mesmo!

Estágio para aposentados!

Friends Having Lunch Together At A Restaurant

Ontem assisti um filme chamado “Um Senhor Estagiário” (2015), nele, Robert De Niro é Ben Whittaker, um viúvo de 70 anos que descobre que a aposentadoria não é bem como imaginava. Buscando uma oportunidade de voltar à ativa, ele se torna estagiário sênior de um site de moda criado e administrado por Jules Ostin.

Jules é jovem, casada, tem uma filha e viu sua empresa de e-commerce crescer rapidamente, com isso ela precisa fazer malabarismo pra ser uma boa mãe, esposa e profissional. E é aí que Bem, colocado lá para auxiliar Jules, acaba ajudando não só na vida profissional da personagem como na pessoal também.

Fiquei pensando então nisto, possibilitar aos aposentados a volta ao trabalho como estagiários, como poderiam contribuir com sua experiência e ampliar o conhecimento da nossa geração imediatista!

No filme, aos 70 anos, Ben leva uma vida monótona e vê o estágio como uma oportunidade de se reinventar. Por mais que enfrente o inevitável choque de gerações, logo ele conquista os colegas de trabalho. É possível sim aprender com quem já viveu algumas décadas a mais que nós, sei que hoje em dia pensamos que sabemos tudo e o que nossos pais, avós e assim por diante, não possuem “nosso” conhecimento da modernidade! Ledo engano!

Após trabalhar por 30 anos ou mais, é difícil para muitos aposentados permanecer em casa, por isso, muitos preferem continuar trabalhando. Há outros que até gostariam de aproveitar para descansar, mas o baixo valor da aposentadoria faz com que voltem à ativa para complementar a renda da família. Por vontade ou por necessidade, o fato é que os aposentados brasileiros estão no mercado de trabalho, e as empresas também se beneficiam da mão-de-obra desses trabalhadores.

Hoje em dia, a contratação de um aposentado pode acontecer de duas maneiras: quando a pessoa trabalha na empresa e requereu a aposentadoria, ou quando há a contratação de um novo funcionário que está aposentado. Na primeira situação, o empregador pode dar continuidade a relação contratual, com garantia ao recebimento das verbas rescisórias, inclusive com a multa de 40% do FGTS.

E, na segunda situação, quando a empresa opta por contratar uma pessoa aposentada, não há nenhuma distinção em relação aos outros empregados. A lei não estipula nenhuma diferença em relação a direitos, obrigações e deveres. O registro, contrato, salário, jornada de trabalho, férias, desconto previdenciário e imposto de renda ocorrem normalmente, como dos demais empregados. Os aposentados por idade ou por tempo de contribuição podem ser contratados sem nenhuma alteração no benefício recebido.

Uma possibilidade de estágio para os aposentados seria totalmente diferente. Hoje para ser estagiário, é necessário ser estudante de cursos de ensino superior, médio ou de educação profissional de nível médio, é preciso estar frequentando o curso, ter idade mínima de 16 anos e possuir RG e CPF próprio. Teria de ser pensando uma nova forma de inserir o aposentado neste módulo, por exemplo, ter mais que 60 anos, ter a experiência x para este setor, apresentar esta e aquela competência, e por ai vai…

Hoje as empresas apenas vêem vantagens de contratar um aposentado por questões financeiras, afinal, um trabalhador aposentado tem os mesmos direitos, e deveres, de um funcionário que ainda não se aposentou. Contudo, se ele tiver mais de 65 anos tem direito ao transporte gratuito e, consequentemente, não precisará de vale transporte, pessoas com mais de 60 anos tem prioridade nas filas dos bancos e atendimentos, o que agiliza o trabalho e gera economia de tempo para a empresa.

Há organizações que buscam funcionários aposentados, seja pelos benefícios no dia a dia ou pela experiência. Afinal, não é interessante perder um colaborador qualificado, que já conhece o funcionamento da organização e presta serviços de qualidade.

Mas o mais importante as empresas quase não percebem: é a experiência destes trabalhadores! Se durante certa época, o aposentado era visto como um inválido, hoje as empresas podem e devem enxergar essas pessoas de uma forma diferente.

Um fator importante é que o aposentado tem disposição e energia de sobra, possuem a tão sonhada inteligência emocional, além de serem mais experientes, pacientes e responsáveis do que os funcionários mais jovens. Se nós ampliarmos nossas mentes para essa possibilidade de valor e inserção dos aposentados, veremos grandes ganhos não só no processo do trabalho, mas no conhecimento como um todo!

 

É errado trocar muito de emprego?

187464455

 

Quantas vezes estamos numa empresa e surge uma nova oportunidade de emprego e pensamos “não sei se devo ir, será que isso não irá me prejudicar?”

Para muitas empresas e recrutadores, os profissionais que trocam muitas vezes de emprego despertam preocupação, pois não sabem se irão permanecer por tempo suficiente na empresa, contribuindo, entendendo o negócio e trazendo ideias de crescimento para a organização.

Podem ainda pensar que o profissional pode apresentar algum problema de relacionamento ou outros comportamentos indesejados que o faz sempre trocar de emprego.

No entanto, esta ideia não é unânime, muitos recrutadores buscam entender qual o motivo da constante troca de emprego e esta é a opção mais correta. Alguns profissionais conseguem ficar dentro das organizações por pouco tempo, mas mesmo assim, entregam muito resultado e esta característica deve ser levada em consideração.

As gerações mais novas de profissionais, por exemplo, buscam por oportunidades em empresas que contribuam para o crescimento da carreira e que realmente traga motivação e satisfação para eles, afinal, cada vez mais outros fatores não econômicos contribuem para permanência de um colaborador em uma organização. Por isso, é constatado que os mais jovens ficam menos tempo nas organizações, trocam de emprego em busca constante de desafios.

Quando trocam de emprego, o autoconhecimento também é fator que muitos profissionais de diversas idades buscam, mas os mais jovens se encontram na jornada de autodescoberta. Desta maneira, a troca constante de emprego é uma forma de explorar habilidades e paixões profissionais. Por muitas vezes, a única maneira de saber o que se busca para a carreira é atuar de várias formas para determinar o que se quer ou não.

Outro fator, é que muitos profissionais com mais experiência também podem se sentir perdidos, normalmente eles não sabem como buscar por novas oportunidades e acabam aceitando o primeiro emprego que lhes é oferecido. Não avaliam o contexto todo, ambiente de trabalho, salário, benefícios, liderança, trabalho a ser desempenhado, qualidade de vida… Com o tempo esses profissionais não se satisfazem com as atividades desenvolvidas ou outros fatores e, novamente, encontram-se buscando por outras colocações.

Mudar de emprego não é necessariamente um acontecimento ruim, muitos encaram isso como um desafio, e é. Ao mudar de emprego, na maioria dos casos, os profissionais procuram algo, um sentimento de realização que ainda não encontraram, novos desafios, melhor ambiente de trabalho, melhores benefícios e pagamento, ou simplesmente valorização/reconhecimento.

Vale ressaltar que um bom profissional de recrutamento e seleção não vai julgar se foi certo ou errado um candidato trocar de emprego muitas vezes, afinal, essa pergunta não se responde com um simples sim ou não. Cada um sabe a experiência que passou e cabe a ele explicar, e cabe ao recrutador compreender e avaliar.

O importante é que cada profissional tenha projetos e metas dentro de qualquer colocação em um emprego, se ele consegue cumprir os seus objetivos e entregar resultados, não importa se ficou muito ou pouco tempo em uma experiência, importa o quanto ele foi essencial e produtivo, a mudança que ele levou e o crescimento que ele promoveu.