Mais amor por favor!

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Desde ontem o mundo está inquieto com o resultado das eleições americanas. Raras exceções, muitos acordaram com aquela náusea estranha no estomago de mau presságio. Um misto de angústia, medo, temor, inquietude e ansiedade.

Mais importante que o resultado dessa eleição, é repensar o que nós, como seres humanos estamos desejando quando elegemos um candidato assim. Sim, porque o discurso, por mais que agora não seja realizado, é a sua propaganda. O que andam oferecendo e o que estamos comprando?

Com toda esta repercussão negativa e surpreendente do resultado da eleição americana vi muitos artigos e muitos comentários de nós, brasileiros, opinando sobre ele. O que me assombra é ver que muitos de nós defendemos um discurso totalmente discriminatório, segregador e retrógrado.

Por que isso? Sei que apesar de todas as modernidades e avanços da ciência, nós seres humanos ainda temos dificuldade de viver em sociedade. Sofremos com as mazelas do mundo, mas desejamos imensamente ver a guerra e o ódio espalhados nos países vizinhos. Dormimos assistindo notícias terríveis e acordamos como se aquilo nunca fosse nos afetar. Somos imparciais ao sofrimento alheio, mas grandes defensores do mal quando queremos falar daquilo que parece estar distante.

A maldade está dentro de nós, quando achamos certo alguém discursar sobre o racismo, crueldade, segregação, intolerância e batemos palmas, somos iguais ou piores. A necessidade de empatia grita pelo céu da Terra!

Coloque-se no lugar, um minuto se quer, na pele daquele que sofre pela guerra, seja um sírio… Sem casa, com fome, com medo, fugindo do seu país e encontrando uma cerca, guardas armados e seu filho morto no colo… Por algum tempo imagine a dor do preconceito por ser negro, mulher, latino, homossexual, deficiente, pobre, cristão, mulçumano, umbandista, “diferente”…

E o mais incrível disso tudo é que sempre estaremos dentro de algum grupo que sofre e mesmo assim nos discriminamos, nos diminuímos. Falta reflexão, bom senso e muita empatia.

Subimos em cima de um monte de defeitos para apontar o outro nas suas pequenezas. Sem olhar para baixo. Sem olhar o abismo que criamos com os outros seres humanos. Outro dia assisti um vídeo em que a Lady Gaga comparou o ódio com uma serpente, que seu objetivo era jogar um contra o outro. Alimentando as diferenças entre as pessoas. Maquetes manipuladas pelo mal. Até quando?

Será que dá para viver uma vida inteira sem olhar para o lado? Sem olhar para as pessoas que sofrem? Sem imaginar que o lixo que jogamos fora não está fora porque vivemos no mesmo planeta que o lixo é jogado? Será até quando que pegaremos um animal para cuidar e depois jogaremos na rua quando cansarmos dele ou quando estiver doente? Até quando sentaremos felizes na nossa mesa e comeremos fartamente sem imaginar aqueles que passam fome no mundo?  Até quando? Até…

Esse discurso de apoio ao ódio me dá náusea mesmo, ver pessoas que conheço entrando nesse barco furado, nessa manipulação, nessa falta de conhecimento de si mesmo e de total falta de empatia pelo próximo, me entristece profundamente. Mas, sempre há esperança né? Eu prefiro acreditar que dias melhores virão, e que nada dura para sempre,  a não ser o amor, que é eterno.