Você se torna eternamente responsável por aquilo que cativa

20130427190855132621i

Então a raposa apareceu.
“Bom dia”, disse a raposa.
“Bom dia”, o Pequeno Príncipe respondeu educadamente.  “Quem é você? Você é tão bonita de se olhar.”
“Eu sou uma raposa”, disse a raposa.
“Venha brincar comigo”, propôs o Pequeno Príncipe. “Eu estou tão triste”.
“Eu não posso brincar com você”, a raposa disse. “Eu estou cativada”.
“O que significada isso – cativar?”
“É uma coisa que as pessoas freqüentemente negligenciam”, disse a raposa. “Significa estabelecer laços”.
“Sim” disse a raposa. “Para mim você é apenas um menininho e eu não tenho necessidade de você. E você por sua vez, não tem nenhuma necessidade de mim. Para você eu não sou nada mais do que uma raposa, mas sem você me cativar então nós precisaremos um do outro”.
A raposa olhou fixamente para o Pequeno Príncipe durante muito tempo e disse: “Por favor cativa-me.”
“O que eu devo fazer para cativar você?” perguntou o Pequeno Príncipe.
Você deve ser muito paciente”. Disse a raposa. “Primeiro você vai sentar a uma pequena distância de mim e não vai dizer nada. Palavras são as fontes de desentendimento. Mas você se sentará um pouco mais perto de mim todo dia.”
Então o Pequeno Príncipe cativou a raposa e depois chegou a hora da partida dele – “Oh!” disse a raposa. “Eu vou chorar”.
“A culpa é sua”, disse o Pequeno Príncipe, “mas você mesma quis que eu a cativasse”.
“Adeus”, disse o Pequeno Príncipe.
“Adeus”, disse a raposa. “E agora eu vou contar a você um segredo: nós só podemos ver perfeitamente com o coração; o que é essencial é invisível aos olhos. Os homens têm esquecido esta verdade. Mas você não deve esquecê-la. Você se torna eternamente responsável por aquilo que cativa.”

(Texto extraído do Livro “O Pequeno Príncipe” de Antoine de Saint-Exupery)

Coisas que “sempre foram feitas assim”

sonhar-com-gato

“Uma lenda zen conta história de um mestre que sempre mandava amarrar seu gato porque ele perturbava a meditação dos discípulos. O tempo passou, o mestre morreu e o gato também morreu. Mas então providenciaram outro gato. Cem anos depois, alguém escreveu um tratado, respeitadíssimo, sobre a importância de ter um gato amarrado durante a meditação.

Quando conheci essa história, me lembrei das empresas que permanecem amarradas a uma burocracia burra, com procedimentos administrativos e de controle que não fazem nenhum sentido nos tempos atuais. Você pergunta a razão de agirem daquela maneira e a resposta é: “Sempre foi feito assim”. Há também aqueles que defendem uma prática burra, alegando que no passado aconteceu algo que justificou a implantação de tal procedimento burocrático. Com o uso maciço do computador, da internet, da tecnologia da informação, muita coisa tem de ser repensada na empresa. Mais dos que repensados, certos procedimentos devem ser abandonados.”

(Texto extraído do livro “O que podemos aprender com os Gansos” de Alexandre Rangel)

O exemplo vem de cima

lounge-empreendedor-sindrome-do-sapo-fervido

“Conta uma história que três sapos estavam em uma lagoa quando ela começou a ferver. Um dos sapos resolveu sair da lagoa. Teoricamente apenas dois sapos teriam morrido, mais não foi isso que aconteceu. Os três morreram escaldados, pois o que resolveu sair apenas “resolveu” sair. Em vez de agir, permaneceu ali parado na lagoa.

Só tomar uma decisão não adianta. Toda resolução exige uma ação para se tornar efetiva.

O primeiro passo para iniciar um processo de mudança é o comprometimento do dirigente. É necessário que ele assuma a responsabilidade de mudar a empresa implantando uma nova filosofia de trabalho, demonstrando seu compromisso através de ações efetivas. Por isso ele precisa estar convicto e realmente preparado para enfrentar as resistências que ocorrerão durante o processo de mudança.

Para mudar é preciso mais do que resolver mudar; é preciso agir!”

(Texto extraído do Livro “O que podemos aprender com os Gansos”, de Alexandre Rangel)

Evite conclusões precipitadas

Cavalo-de-Guerra

“Havia numa aldeia um velho muito pobre, que possuía um lindo cavalo branco. Numa manhã, ele descobriu que o cavalo não estava na cocheira. Os amigos disseram ao velho:

– Mas que desgraça, seu cavalo foi roubado!

– Calma, não cheguem a tanto. Simplesmente digam que o cavalo não está mais na cocheira. O resto é julgamento de vocês.

As pessoas riram do velho. Quinze dias depois, de repente, o cavalo voltou. Ele havia fugido para a floresta. E não apenas isso, ele trouxera uma dúzia de cavalos selvagem consigo. Novamente, as pessoas se reuniram e disseram:

– Velho, você tinha razão. Não era mesmo uma desgraça, e sim uma benção.

E o velho disse:

– Vocês estão se precipitando de novo. Quem pode dizer se é uma benção ou não? Apenas digam que o cavalo está de volta…

O velho tinha um único filho, que começou a treinar os cavalos selvagens. Apenas uma semana mais tarde, ele caiu de um dos cavalos e fraturou as pernas. As pessoas se reuniram e, mais uma vez, se puseram a julgar:

– E não foi que você tinha razão, velho? Foi uma desgraça se único filho perder o uso das pernas.

E o velho disse:

– Mas vocês são mesmo obcecados por julgamentos, hein? não se adiantem tanto. Digam apenas que meu filho fraturou as pernas. Ninguém sabe ainda se isso é uma desgraça ou uma benção…

Aconteceu que, depois de algumas semanas, o país entrou em guerra e todos os jovens da aldeia foram obrigados a se alistar, menos o filho do velho.

Quem é obcecado por julgar cai sempre na armadilha de basear seu julgamento em pequenos fragmentos de informação, o que o levará a conclusões precipitadas. Nunca encerre uma questão de forma definitiva, pois quando um caminho termina outro começa, quando uma porta fecha outra abre. Assim é o curso da vida.”

(Texto extraído do livro “O que podemos aprender com os Gansos” de Alexandre Rangel)

Aprenda a dizer “não”

14navio_afp

“O vigia de uma pequena aldeia tinha a função de manter acessa a luz do farol. Para tanto, devia abastecê-lo com óleo dia e noite. Era um trabalho de muita responsabilidade, pois o farol guiava os navios que passavam por um local estreito, perigoso e cheio de rochas.

Próximo ao farol havia uma pequena aldeia e, constantemente, um morador de lá ia procurar o vigia para pedir-lhe um pouquinho de óleo para suas lamparinas. O vigia, homem muito bondoso, nunca lhe dizia “não”. Agindo assim, com o tempo, o faroleiro gastou todo suprimento de óleo do farol e, pouco a pouco, a luz da importante torre foi enfraquecendo, até apagar completamente. O vigia se apavorou quando viu diante dele o quadro que ele mesmo ajudara a pintar: Um grande navio cheio de tribulantes se aproximou do estreito, bateu nas rochas e afundou. Sua atitude insensata e irresponsável, ainda que bem intencionada, acabou provocando a morte de muitas outras pessoas.

Em alguns momentos da vida, temos de agir com firmeza e saber dizer “não”. Se nos desviarmos das nossas responsabilidades, poderemos causar perdas para quem depositou confiança em nosso trabalho.”

(Texto extraído do Livro “O que podemos aprender com os Gansos de Alexandre Rangel)

Ajude os outros a vencer

1314635354786-corrida1

“Há alguns anos, nas Olimpíadas Especiais de Seattle, nove participantes, todos com deficiência mental ou física, alinharam-se para a largada da corrida de cem metros rasos. Ao sinal todos partiram, não exatamente em disparada, mas com a vontade de dar o melhor de si, terminar a corrida e, quem sabe, ganhar. Todos, com exceção de um garoto, que tropeçou no asfalto, caiu rolando e começou a chorar. Os outros oito competidores ouviram o choro, diminuíram o passo e olharam para trás. Então eles se viraram e voltaram. Todos. Uma das meninas, com síndrome de Down, se ajoelhou, deu um  beijo no garoto caído e disse:

– Pronto, agora vai sarar.

E todos os nove competidores deram as mãos e andaram juntos até a linha de chegada.

O estádio inteiro ficou de pé e aplaudiu os atletas por muitos minutos. Os espectadores, que estavam ali naquele dia e presenciaram aquela cena incomum, continuam repetindo esta história até hoje.

E por quê? Porque no fundo nós sabemos que na vida o que importa não é ganhar sozinho, mas ajudar os outros a vencer, mesmo que isso signifique diminuir o passo e mudar o curso”.

(Texto extraído do livro “O que podemos aprender com os Gansos” de Alexandre Rangel).

A qualidade depende da participação de todos

vinho-e-agua1

“Havia um pequeno vilarejo que se dedicava à produção de vinho. Uma vez por ano, acontecia uma grande festa para comemorar o sucesso da colheita. A tradição exigia que, nesta festa, cada morador do vilarejo trouxesse uma garrafa do seu melhor vinho, para colocar dentro de um grande barril, que ficava na praça central.

Um dos moradores pensou: “Por que deverei levar uma garrafa do meu mais puro vinho? Levarei água, pois no meio de tanto vinho, o meu não fará falta”. Assim pensou e fez.

Assim, conforme o costume, em determinado momento, todos se reuniram na praça, cada um com sua caneca para provar aquele vinho, cuja fama se estendia muito além das fronteiras do país. Contudo, ao abrir a torneira, um absoluto silêncio tomou conta da multidão. Do barril saiu apenas água! “A ausência da minha parte não fará falta”, foi o pensamento de cada um dos produtores.”

(Texto extraído do livro “O que podemos aprender com os Gansos” de Alexandre Rangel)

Quantas vezes pensamos “Existem tantas pessoas nesta empresa, se eu não fizer a minha parte ninguém irá notar, isso não terá a mínima importância” e assim a empresa não cresce, porque somente quando todos estão integrados e focados num objetivo a empresa consegue prosperar com qualidade nos produtos ou na prestação de serviços, por isso “leve seu melhor vinho”!