Como definir um amor de mãe?

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Todo mundo sabe que o amor de mãe é insubstituível, raras exceções, encontramos alguns exemplares que não coincidem com esta teoria, mas a maioria sim, tem um amor que poucos conseguem explicar, definir ou sentir, a não ser quando se torna uma também!

Com a proximidade da visita da minha mãe, são 3 meses sem vê-la, uma eternidade em sentimento, sinto crescer esta ansiedade de tê-la ao meu lado. Somente quando se está distante do convívio diário é possível para um filho perceber a falta que sua mãe faz no seu dia a dia.

Muitos já perderam sua mãe, definitivamente, esse sentimento deve ser desolador, visto que posso apenas imaginar, mas não posso ainda defini-lo por não ter vivenciado tal saudade.  Mas posso ter uma ideia desse sentimento, de não poder tocar, olhar ou sentir seu abraço. Uma limitação cruel para qualquer filho, perdendo apenas para seu contrário, para uma mãe que perde seu filho deve ser ainda pior.

E quando vem essa saudade imensa penso com nostalgia de todos os momentos que passamos juntas. Desde os dias que rimos de doer a barriga ou de choramos silenciosamente. O tempo sempre é implacável, não dá uma pausa para poder voltar no tempo perdido, então cada dia é sempre menos, e estar longe torna tudo mais doloroso.

Ao mesmo tempo, quando me deparo com a falta, de ser privada de todos os momentos que deixei de viver ao lado dela, separadas pela distância, aproveito intensamente cada minutinho quando estamos juntas. E isso tem que ser muito bem aproveitado.

Quem não tem uma lembrança engraçada da sua mãe? Outro dia relembrei com amigas de como ela me acordava na adolescência abrindo as cortinas da janela, iniciando a limpeza do quarto… Também me lembro de como sempre me esperava da faculdade, todos dormindo e ela lá me esperando no ponto de ônibus para irmos juntas para casa e ainda me preparar um jantar as 23:30 da noite! Quantas comidinhas gostosas me preparou, quantas risadas que ninguém mais acharia graça, quantas noites pondo suas mãos na minha testa avaliando uma febre, quantas chamadas de atenção por atitudes impulsivas, quantas vezes ouviu minhas apresentações antes de fazê-las na escola, quantas lágrimas todas as vezes que nos despedirmos no aeroporto…

O que uma mãe faz por nós ninguém mais faz, uma mãe mesmo, não essas genéricas que saem para dançar num baile e deixa os filhos sozinhos a deriva, não essas que põe seus filhos em caçambas de lixos, não essas que usam todos os tipos de drogas e adquirem todo tipo de doença e seus filhos nascem cheios de deformidades, não essas que matam seus filhos, e muitas outras, essas não são mães, não amam como mães.

Por isso mesmo para ser mãe é necessário mais que ter um filho no ventre, é preciso ter um dom de ser mãe, é necessário ter um amor maior que o de si mesma, ser mãe é uma doação, é uma entrega, é uma vigília, é como se uma parte de si vivesse em outro corpo. Um amor de mãe é capaz de coisas que qualquer ser humano duvida, por isso é tão difícil para um filho, que ainda não se tornou pai/mãe entender esse cuidado, essa preocupação, essa intensidade de amor.

Mas quando a gente entende fica mais fácil, e se ainda há tempo de retribuir esse amor, melhor ainda. Todas as pessoas, incluindo amigos, familiares são essenciais na nossa vida, mas um amor materno é imprescindível para tornarmos seres humanos mais capazes. Com amor próprio, com afetividade sadia e mais resilientes para o enfrentamento da vida.

Não espere por um dia especial para poder lhe dizer que a ama. Não deixe para depois um abraço, um beijo, um presente, um mimo, um carinho. Não deixe que o tempo determine sua vida, ele não fará nada por você, é apenas você que cria suas prioridades e esse amor único deve ser uma delas. Ligue agora, abrace, beije, ame, fale palavras doces. Para uma mãe de verdade um filho afetuoso e recíproco é melhor que qualquer presente! Valorize a sua enquanto ainda há tempo!

 

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