Quando dizer “Eu te amo”

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Hoje em dia vejo tantas pessoas dizerem “Eu te amo” como se fosse “Vai chover”, tão banal que essa expressão se tornou. No entanto, este texto é para àqueles que guardam com ternura o momento de dizer esta frase com todo o sentimento que merece.

Dizer “Eu te amo”, para a maioria das pessoas, já não tem mais aquela magia que nos encanta, emociona e nos envolve. Vivemos uma fase onde as pessoas deixam-se levar pelo calor do momento, desprezando na maioria das vezes sentimentos verdadeiros criando assim relações relâmpagos.

A verdade é que as pessoas não conseguem diferenciar o que elas sentem, amor está muito além de desejo, tesão, vontade, atração física, impulso, sedução, ou qualquer outra definição barata. Ficar insegura sobre o que está sentindo por uma pessoa é normal, desde que você esteja ciente das definições de cada um dos sentimentos.

Nenhum de nós está livre de cometer uma atitude precipitada. Às vezes agimos por impulso e em determinadas circunstâncias de maneira imatura, e é ai que machucamos as pessoas que quer o nosso bem.

Quando falamos de amor à atenção deve ser mais que redobrada. Ninguém pode simplesmente amar ou deixar de amar outra pessoa em questão de segundos ou em função de uma simples atitude. Amar leva tempo.

Dizer que ama deve, por questão de maturidade, ser seguido de uma dose de atitudes que comprovem tal feito, caso contrário você estará entrando em contradição, usando apenas palavras para iludir a pessoa e mais a diante decepcioná-la.

Guarde essa frase para quando sentir um ”eu te amo” saindo do corpo antes das palavras, antes da boca, antes do orgulho ceder e da razão concordar. Antes da vida se encaixar.

Não é necessário falar quando o “eu te amo” está estampado na temperatura da pele, no vermelho da face, nos olhos surpresos, nos gestos, no afeto cru e sem jeito, no sorriso vergonhoso. Nas vontades dos pelos.

Você estará amando quando ver no outro uma explosão de coincidências. Quando um “Eu te amo” for química, magnetismo que age com as próprias leis. Instintivo, que encontra no seu coração um alvo para batidas alucinadas só de ver o outro se aproximar.

Bonito é ver um “Eu te amo” que não precisa ser inventado pela situação e nem precisa ser dito. Ele está muito longe de ser frases prontas e sem sentimentos como “bom dia” e “até a próxima”.

Diga “Eu te amo” quando o mundo girar, encurtando as distâncias, derrubando as máscaras, fazendo de nós seres reais, transformando o amor maior que tudo.

O amor existe quando o sentimento já não sabe mais se esconder. Quando sentimos em nós ele crescendo no peito antes de me dar conta dele mesmo!

Surpreende ver o “eu te amo” amadurecer antes de mim, de você, de nós. E seguirmos nossas vidas, e fingirmos que não vimos, mas vimos. E fingirmos que ele não existe, mas existe. E quer colo e quer leito e seiva. E quer se fazer notar.

Um dia você verá, vai reconhecê-lo e deixa-lo ser, e abrir caminhos para ele passar. Porque não existe forma de impedi-lo. Ele chega de leve (ou não!), inunda, bagunça, vira do avesso, pinta o sete. Não tem coração que resista!

“E se eu não disser? Só sentir?” Mais importante que falar é sentir, porém, o óbvio tem que ser dito, mas somente diga se sentir, de verdade, intensamente, depois de avaliar bem o seu e o sentimento do outro.

Na minha humilde opinião, o melhor momento de usar verbalmente o “Eu te Amo” é quando essa frase já foi evidenciada muito antes nos gestos, nas atitudes, nos abraços e beijos doces, na admiração e no respeito que adquirimos pelo outro.

Quando você já sente a necessidade de estar do lado da pessoa, quando ela é o primeiro e último pensamento do seu dia, quando uma mensagem dela faz toda a diferença e quando a ausência dela te atormenta deixando sem noção, ai não tem como, essa frase sairá como uma música de trilha sonora de um filme romântico.

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