Mente magra, corpo magro

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Uma das maiores dificuldades de quem quer emagrecer é seguir dietas. Já ouvi muitas promessas de iniciar dieta na segunda-feira, só que esse dia nunca chegou. Já vi pessoas se entupirem de remédios para chegar ao corpo ideal. Só esquecem de uma coisinha: o corpo está conectado com a mente.

Ao cuidar da sua mente, automaticamente você estará também cuidando da saúde do seu corpo. Tudo está interligado. O padrão e estilo alimentar escolhido por você influenciará em seus resultados de saúde, estética, peso, entre outros, pois a maneira como as pessoas lidam com os alimentos tem influência das emoções e dos sentimentos.

Quem nunca viu a cena: Duas pessoas sentadas à mesa num restaurante, a pessoa mais magra pede um prato de salada e, a outra, acima do peso pede uma picanha com batatas fritas e arroz. Talvez mude um pouco essa descrição, mas é nítido que em um prato terá salada e no outro muito carboidrato e nenhum verde! Onde está o problema nesse caso? Na cabeça! É importante pensar numa reeducação alimentar e evitar dietas malucas, mas antes você deve analisar outros fatores que podem sim estar influenciando na balança!

Desde que o mundo é mundo a comida é sinônimo de afeto. A forma como nos alimentamos diz muito sobre a carência afetiva da nossa sociedade. Os pontos emocionais ligados aos distúrbios alimentares mais comuns são: ansiedade, compulsão, depressão e/ou fatores psicológicos negativos. Quem sofre com essas questões psicológicas, às vezes, acaba por descontar na comida e comer em excesso.

Grande parte das pessoas “sabe” exatamente como se alimentar de forma saudável, sabe o que deve fazer para emagrecer, sabe o que deve fazer para comer com qualidade e qual é a melhor quantidade, mas, muitas se sentem impotentes para fazê-lo, pois estão mentalmente presas em padrões emocionais equivocados. Por exemplo, quem sofre com ansiedade, pode comer em grande quantidade pelo descontrole e na tentativa de relaxamento e bem-estar.

A comida desperta uma sensação de prazer e para muitos é difícil se libertar. O comportamento da pessoa é comer mais e mais, isso na verdade é uma tentativa de diminuir a tensão. Com isso, o corpo passa a necessitar de mais alimento. O resultado é negativo e a pessoa engorda. Por exemplo, uma pessoa em depressão pode encontrar na comida um refúgio e um caminho de prazer, mas acaba por comer de forma excessiva.

Só que, muitas vezes, quem está acima do peso acaba por evitar situações e atividade e isso faz com que haja uma grande restrição no contato social. Isso porque a pessoa acaba sofrendo e sentindo vergonha do próprio corpo e por fim a consequência é o isolamento. E então, muitas pessoas buscam na comida a recompensa, o prazer, o bem-estar. Dessa forma, é difícil conseguir autocontrole.

Para diminuir essa dependência da comida é necessário criar novas formas de prazer, ter momentos de relaxamento, aumentar o contato social, investir mais nas atividades físicas e cuidar dos sonhos e desejos.

É importante desvincular o ato de comer dos problemas existentes na vida. O ideal é solucioná-los na medida do possível para permitir a você que aceite um novo desafio e estilo de vida que é essencial para a perda de peso e posteriormente sua manutenção.

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