Termina logo 2016!

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Quantos não pensaram isso desde que este ano chegou ao topo de acontecimentos tristes, trágicos e estarrecedores? Se não todos a maioria não é? Esse sentimento só cresce, talvez porque estejamos cansados e cheios de experiências traumáticas ainda não resolvidas.

Como quem se agarra ao que pode, o fim do ano possibilita, em nível quase inconsciente, que tudo se renove dentro e fora de nós, como se um novo ano, a partir de 01/01/2017 pudesse trazer bons ventos e experiências mais felizes, e por que não duradouras?!

Eu espero, como a maioria das pessoas, que assim seja. Estamos cansados, é tanta notícia ruim, são mesquinharias, arrogâncias, desrespeitos, guerras, corrupção, menosprezos, tragédias, violência, crises econômicas… Assusta todo tipo de gente ligar uma TV e assistir o noticiário, seja aqui no Brasil ou em qualquer lugar no mundo!

Vejo cada dia mais gente sofrendo, e a pior de todas as dores é a falta de esperança. Acabei de ler uma frase num grupo escrito por uma mulher “O que fazer quando sentimos que viver não vale a pena?” É difícil demais responder esta pergunta. É preciso saber ouvir atentamente o que ela quis dizer quando escreveu isso, pedindo aos leitores ajuda, cada pessoa escreveu alguma coisa com o intuito de ajudar, alguns pareciam coerentes, outros nem tanto, alguns ainda julgavam mais do que ajudavam.

Verdade é que somente cada um sabe a dor que carrega em seu peito, seja por estar sofrendo por si mesmo, ou porque sofre pela dor de outra pessoa. E o sofrimento por si só já é uma carga pesada demais, que acumula sentimentos secundários que nada acrescem de bom. Mas é claro que tudo tem dois lados, até em grande sofrimento podemos aprender coisas que nos ajudarão lá frente, mesmo que hoje não seja possível ver um palmo a frente do nosso nariz.

Quando sofremos a fé ajuda com certeza, crer em algo maior sempre nos impulsiona a ter esperança, e consequentemente sentimos mais fortes para enfrentar as dificuldades da vida. Mas é necessário também ter apoio da família, de amigos e de profissionais. Quando as pessoas nos dizem seu sofrimento, a maioria não gosta de ouvir ou acaba julgando a pessoa como fraca, com pouca autoestima e fé, mas o problema é sempre muito maior do que vemos. Existe um abismo entre o que achamos e o que realmente está acontecendo dentro da pessoa que sofre.

Independente de ser uma depressão, uma tristeza, uma angústia, uma fobia ou uma ansiedade, antes de tudo a pessoa precisa ter com quem contar, ninguém deve ficar isolada, esperando sozinha encontrar uma solução dos seus problemas, é preciso dividir, falar, dialogar, para que alguém, leigo ou profissional, possa ajudar de alguma forma.

Acredito muito na força que cada ser humano tem em se reerguer, em superar suas tristezas e resolver seus problemas, muitas vezes o que falta é a pessoa perceber isso, por isso que muitos profissionais atuam de forma que seja possível ajudar na descoberta do desconhecido dentro dele mesmo tudo aquilo que precisa para ter uma vida mais equilibrada e feliz.

É preciso antes de tudo, entender que a vida tem sim seus altos e baixos, nem sempre fará um lindo dia de sol na praia, haverá dias de tórridas tempestades que podem virar os barcos e fazer ondas gigantes invadirem ruas, casas e tudo mais. A felicidade não existe todos os dias. Por mais que muitas pessoas pareçam ser sempre felizes e estar saindo de um conto de fadas! Nem sempre o que parece ser é a realidade.

Com esta compreensão da vida, teremos certeza de que nada dura para sempre, nem a alegria, nem a tristeza, e por isso mesmo, será possível perceber que apesar de hoje não dar pra ver uma luz no fim do túnel, talvez amanhã seja possível sim, e se não for possível sozinha, que alguém esteja ao lado, seguindo lado a lado e sempre em frente, porque uma hora o objetivo é alcançado.

Este ano pode terminar, com ele vai toda esta enxurrada de tristezas, não foram poucos os pesares, nem as dores, nem as lágrimas. Que seja possível pelo menos retirar de cada um o peso morto, porque seguir com um peso desnecessário nas costas de coisas que não podem ser mudadas como ressentimentos, mágoas e ódio nada irá contribuir para o nosso crescimento, cada vez mais leves, este é o segredo.

Talvez não possamos sair mudando o mundo, porque se fosse possível faríamos muitas coisas, pouparíamos muitas vidas, cuidaríamos de muitas crianças, saciaríamos a fome de muita gente, curaríamos as pessoas de muitas doenças, apenas podemos mudar a nós mesmos, injetando sentimentos bons que podem mudar o ambiente que vivemos, quando mudamos o que está em volta de nós muda também, e quem sabe assim, poderemos ter um 2017 melhor do que foi esse ano de 2016?

Entrega dos presentes na Casa de Betânia

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Boa tarde!

 

Ontem entreguei os presentes que foram doados na Casa de Betânia, agradeço imensamente a todos pelo gesto de carinho.

Dia 15/12/2016 às 14:00hs será a entrega, e todos estão convidados, é um momento maravilhoso!

O endereço de lá é: Rua André Rebouças, 1434 – Ipiranga, Ribeirão Preto – SP, 14055-650.

Mais uma vez meu muito obrigada, sem vocês o Natal seria muito diferente para estas crianças!

Abraços!

 

Patrícia Prado

O que uma tragédia pode nos ensinar

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Hoje acordei com meu marido falando sobre a queda de uma aeronave, tentei resistir e continuar dormindo, comecei a ouvi-lo atentamente, acordei e comecei a ler as notícias. A cada nova informação sentia uma nova angustia. Fato é que é quase impossível saber de algo assim e não se comover.

Eu sei que a morte é algo previsível, todos sabem que um dia chegará para todos que vivem nesse planeta, mas, contrária ao fato de que esta certeza é imutável, lá no fundo, no nosso inconsciente não aceitamos isso. Ela sempre será dolorosa, se for ainda um feto ou uma pessoa com 100 anos.

Quando a morte ocorre com pessoas mais jovens, isso se torna mais doloroso ainda, como se aceitássemos mais quando ocorre com uma pessoa de mais idade ou doente, sofrendo por exemplo, mas desse jeito que aconteceu, num momento feliz para um time e com muitos jogadores jovens, delegação, jornalistas e tripulação de outro país, choca demais a gente! É uma perda abrupta, violenta e irreparável.

Entristece a gente as vidas interrompidas, os sonhos que se acabaram, a dor de quem fica, a luta dos que estão gravemente feridos, a saudade da família. Hoje doeu mais em mim a esperança que muitos familiares tem de acontecer milagres e ver seus filhos, maridos, netos, sobrinhos, pais estarem vivos. Com certeza eu também teria, se fosse permitido ter como me apegar a um fio de fé que fosse.

E por mais que eu tenha pela profissão visto a morte de perto como quem trabalha nos hospitais, fica aquela sensação geral que a vida é muito frágil, e que cada dia deve ser vivido de forma intensa, porque não sabemos mesmo o que vem logo ali na frente… Como a gente perde tempo com bobagem, com questões pequenas, brigando, odiando, maltratando quando deveríamos amar mais, respeitar mais, cultivar diariamente afeto, ter sentimentos mais positivos!

E mais que isso, que o tempo suavizará tudo isso, tornando-nos resilientes e flexíveis para sobreviver apesar de todas as tristezas, tragédias e dores que passamos. Isso acontecerá para mim, para você e para todos que passam hoje por esta situação estarrecedora.

O sentimento é de perda, de luto, é preciso ter empatia, ter consideração, oferecer apoio e conforto, ajudar de todas as formas possíveis, será inevitável chorar, não se comover e muito menos se lamentar, até porque poderia ser qualquer um de nós, de nossos entes queridos, enfim.

Dá para ver num dia desses que dá para ter fé na humanidade, que existem sim mais pessoas de bem espalhadas por ai, em qualquer canto da Terra. Dá para sentir a solidariedade, a união dos povos, a empatia de se colocar no lugar do outro e sentir de verdade uma perda, porque antes de tudo, somos gente, e gente de verdade sofre por si e pelo sofrimento do seu semelhante.

Este texto não tem o objetivo de deixar ninguém mais triste, nem mais alegre, porque é difícil sorrir hoje, mas tem a finalidade de possibilitar uma breve reflexão sobre a vida. Como ela é um sopro leve que pode vir e ir embora quando quiser, sem data certa, sem despedidas… Que todos nós precisamos uma hora ou outra das outras pessoas (vejam eles, debaixo de chuva, frio de 5 graus, noite, feridos e alheios numa mata esperando socorro de pessoas estranhas!).

Que possamos valorizar a vida, mesmo quando ela chega a seu fim. Para muitos o renascimento, não só dos feridos, mas de todos os familiares e amigos, de toda uma nação, de um mundo que hoje chora, mas com grande esperança de dias melhores, e eles virão. Ainda bem que uma tempestade não dura para sempre!

Não aceite migalhas

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Todo relacionamento para ser sadio deve ser inteiro, completo, recíproco, tudo que for diferente disso não vale a pena, só lhe fará sofrer.

Não é difícil ouvir uma história de algum relacionamento que não dá certo, ou que faz com que um dos dois estejam cansados ou desaminados em continuar com a relação. Isso é muito comum, parece até que a maioria das pessoas sofrem por isso.

O motivo para tanta “sofrência” assim vem da dificuldade que as pessoas tem em amar. O amor é simples, mas as pessoas, todas, tem uma necessidade de complicar as coisas. Fazem joguinhos, falam uma coisa, demonstram outra, mistificam a diferença entre o amor de um homem e o de uma mulher, levam para novos relacionamentos traumas anteriores, não perdoam, remoem mágoas e por ai vai.

E ao mesmo tempo em que faz outras pessoas sofrerem também sofre pela carência de afeto que nunca recebeu. Claro que a origem muitas vezes vem lá de tras, famílias que tiveram dificuldade em demonstrar amor para seus filhos acabam por desenvolver algumas dificuldades de relacionamento que só serão percebidas mais tarde. É um ciclo que nunca se finda até que a pessoa perceba e lute para sair dele.

Todos os seres humanos precisam de amor. Ninguém sobrevive sem, mesmo que seja uma fantasia de ser amado, o amor sempre vai envolver o imaginário das pessoas e por mais que hoje nossa sociedade demonstre o contrário do tipo “não estou nem ai”, está sim, lá dentro algo grita por afeto, por carinho, por atenção, por amor, nem que seja o amor próprio!

Outra forma de sair desse ciclo de infelicidade é não aceitar qualquer coisa. Sentimento tem que ser sadio, tem que acrescentar alguma coisa. Infelizmente muita gente aceita ser tratada de qualquer jeito, como quem aceita migalhas de amor. Atenção, se for regrado, se for medido, se for sobra, se for doentio, não é amor!

O amor é uma completude, o amor é imensidão, o amor não cabe no peito, não falta nada, é êxtase, é tudo aquilo que a gente sente e não consegue explicar direito. Por isso não aceite qualquer coisa. Esse amor que acabo de descrever, apesar de muitos acharem que não exista, ainda existe sim, mas muita gente anda por ai perdendo seu precioso tempo dando o que não tem para quem não quer receber e muito menos retribuir.

Por isso muitas vezes é melhor ficar só e começar a se conhecer e desta forma se amar. O amor próprio é o primeiro e único sentimento que deve durar por toda a vida. Infelizmente todos os outros amores vão e vem, muitas vezes permanecem como o de familiares, de alguns amigos, de um amor por outra pessoa… Mas com certeza enquanto tiver sopro de vida em você o amor próprio deve existir, porque muitas vezes na vida só vai sobrar ele mesmo.

Ninguém pode trazer aquilo que nos falta. As pessoas nos completam, nos acrescentam, mas não tem o poder de fazer algo que nunca existiu aparecer dentro do nós. Muita gente é carente de outra pessoa, mas não ama. O amor não precisa disso. Não precisa pedir, não precisa chorar, não precisa sofrer. Tudo que trouxer sentimentos ruins não é amor e por isso mesmo não vale seu precioso tempo nesse investimento emocional.

Muita gente tem medo de perder. Mas ninguém é de ninguém e é justamente por isso que não perdemos pessoas. Quando um relacionamento acaba devemos sofrer sim, sentir a tristeza, chorar, deixar o tempo passar, mas nenhum medo pode nos paralisar, nem o medo da solidão. Não sinta pena de você.

Todas, todas as pessoas nesse mundo são especiais, únicas e insubstituíveis, por isso nesse mundão de gente sempre terá aquele que mereça o seu coração e que vai te amar por razões únicas e melhor, sem precisar cobrar por isso. O ditado é muito velho, mas antes só do que mal acompanhado, prefiro mudar para antes só do que mal amado. Não aceite migalhas, você merece tudo e com sobremesa!

Mais amor por favor!

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Desde ontem o mundo está inquieto com o resultado das eleições americanas. Raras exceções, muitos acordaram com aquela náusea estranha no estomago de mau presságio. Um misto de angústia, medo, temor, inquietude e ansiedade.

Mais importante que o resultado dessa eleição, é repensar o que nós, como seres humanos estamos desejando quando elegemos um candidato assim. Sim, porque o discurso, por mais que agora não seja realizado, é a sua propaganda. O que andam oferecendo e o que estamos comprando?

Com toda esta repercussão negativa e surpreendente do resultado da eleição americana vi muitos artigos e muitos comentários de nós, brasileiros, opinando sobre ele. O que me assombra é ver que muitos de nós defendemos um discurso totalmente discriminatório, segregador e retrógrado.

Por que isso? Sei que apesar de todas as modernidades e avanços da ciência, nós seres humanos ainda temos dificuldade de viver em sociedade. Sofremos com as mazelas do mundo, mas desejamos imensamente ver a guerra e o ódio espalhados nos países vizinhos. Dormimos assistindo notícias terríveis e acordamos como se aquilo nunca fosse nos afetar. Somos imparciais ao sofrimento alheio, mas grandes defensores do mal quando queremos falar daquilo que parece estar distante.

A maldade está dentro de nós, quando achamos certo alguém discursar sobre o racismo, crueldade, segregação, intolerância e batemos palmas, somos iguais ou piores. A necessidade de empatia grita pelo céu da Terra!

Coloque-se no lugar, um minuto se quer, na pele daquele que sofre pela guerra, seja um sírio… Sem casa, com fome, com medo, fugindo do seu país e encontrando uma cerca, guardas armados e seu filho morto no colo… Por algum tempo imagine a dor do preconceito por ser negro, mulher, latino, homossexual, deficiente, pobre, cristão, mulçumano, umbandista, “diferente”…

E o mais incrível disso tudo é que sempre estaremos dentro de algum grupo que sofre e mesmo assim nos discriminamos, nos diminuímos. Falta reflexão, bom senso e muita empatia.

Subimos em cima de um monte de defeitos para apontar o outro nas suas pequenezas. Sem olhar para baixo. Sem olhar o abismo que criamos com os outros seres humanos. Outro dia assisti um vídeo em que a Lady Gaga comparou o ódio com uma serpente, que seu objetivo era jogar um contra o outro. Alimentando as diferenças entre as pessoas. Maquetes manipuladas pelo mal. Até quando?

Será que dá para viver uma vida inteira sem olhar para o lado? Sem olhar para as pessoas que sofrem? Sem imaginar que o lixo que jogamos fora não está fora porque vivemos no mesmo planeta que o lixo é jogado? Será até quando que pegaremos um animal para cuidar e depois jogaremos na rua quando cansarmos dele ou quando estiver doente? Até quando sentaremos felizes na nossa mesa e comeremos fartamente sem imaginar aqueles que passam fome no mundo?  Até quando? Até…

Esse discurso de apoio ao ódio me dá náusea mesmo, ver pessoas que conheço entrando nesse barco furado, nessa manipulação, nessa falta de conhecimento de si mesmo e de total falta de empatia pelo próximo, me entristece profundamente. Mas, sempre há esperança né? Eu prefiro acreditar que dias melhores virão, e que nada dura para sempre,  a não ser o amor, que é eterno.

Como definir um amor de mãe?

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Todo mundo sabe que o amor de mãe é insubstituível, raras exceções, encontramos alguns exemplares que não coincidem com esta teoria, mas a maioria sim, tem um amor que poucos conseguem explicar, definir ou sentir, a não ser quando se torna uma também!

Com a proximidade da visita da minha mãe, são 3 meses sem vê-la, uma eternidade em sentimento, sinto crescer esta ansiedade de tê-la ao meu lado. Somente quando se está distante do convívio diário é possível para um filho perceber a falta que sua mãe faz no seu dia a dia.

Muitos já perderam sua mãe, definitivamente, esse sentimento deve ser desolador, visto que posso apenas imaginar, mas não posso ainda defini-lo por não ter vivenciado tal saudade.  Mas posso ter uma ideia desse sentimento, de não poder tocar, olhar ou sentir seu abraço. Uma limitação cruel para qualquer filho, perdendo apenas para seu contrário, para uma mãe que perde seu filho deve ser ainda pior.

E quando vem essa saudade imensa penso com nostalgia de todos os momentos que passamos juntas. Desde os dias que rimos de doer a barriga ou de choramos silenciosamente. O tempo sempre é implacável, não dá uma pausa para poder voltar no tempo perdido, então cada dia é sempre menos, e estar longe torna tudo mais doloroso.

Ao mesmo tempo, quando me deparo com a falta, de ser privada de todos os momentos que deixei de viver ao lado dela, separadas pela distância, aproveito intensamente cada minutinho quando estamos juntas. E isso tem que ser muito bem aproveitado.

Quem não tem uma lembrança engraçada da sua mãe? Outro dia relembrei com amigas de como ela me acordava na adolescência abrindo as cortinas da janela, iniciando a limpeza do quarto… Também me lembro de como sempre me esperava da faculdade, todos dormindo e ela lá me esperando no ponto de ônibus para irmos juntas para casa e ainda me preparar um jantar as 23:30 da noite! Quantas comidinhas gostosas me preparou, quantas risadas que ninguém mais acharia graça, quantas noites pondo suas mãos na minha testa avaliando uma febre, quantas chamadas de atenção por atitudes impulsivas, quantas vezes ouviu minhas apresentações antes de fazê-las na escola, quantas lágrimas todas as vezes que nos despedirmos no aeroporto…

O que uma mãe faz por nós ninguém mais faz, uma mãe mesmo, não essas genéricas que saem para dançar num baile e deixa os filhos sozinhos a deriva, não essas que põe seus filhos em caçambas de lixos, não essas que usam todos os tipos de drogas e adquirem todo tipo de doença e seus filhos nascem cheios de deformidades, não essas que matam seus filhos, e muitas outras, essas não são mães, não amam como mães.

Por isso mesmo para ser mãe é necessário mais que ter um filho no ventre, é preciso ter um dom de ser mãe, é necessário ter um amor maior que o de si mesma, ser mãe é uma doação, é uma entrega, é uma vigília, é como se uma parte de si vivesse em outro corpo. Um amor de mãe é capaz de coisas que qualquer ser humano duvida, por isso é tão difícil para um filho, que ainda não se tornou pai/mãe entender esse cuidado, essa preocupação, essa intensidade de amor.

Mas quando a gente entende fica mais fácil, e se ainda há tempo de retribuir esse amor, melhor ainda. Todas as pessoas, incluindo amigos, familiares são essenciais na nossa vida, mas um amor materno é imprescindível para tornarmos seres humanos mais capazes. Com amor próprio, com afetividade sadia e mais resilientes para o enfrentamento da vida.

Não espere por um dia especial para poder lhe dizer que a ama. Não deixe para depois um abraço, um beijo, um presente, um mimo, um carinho. Não deixe que o tempo determine sua vida, ele não fará nada por você, é apenas você que cria suas prioridades e esse amor único deve ser uma delas. Ligue agora, abrace, beije, ame, fale palavras doces. Para uma mãe de verdade um filho afetuoso e recíproco é melhor que qualquer presente! Valorize a sua enquanto ainda há tempo!

 

Campanha de Natal – Adote uma Criança

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Bom dia Pessoal!

Como todos os anos ajudo alguma instituição no Natal, neste também estou ajudando a Associação Casa de Betânia (que fica no Bairro Ipiranga – Ribeirão Preto / SP), ela mantém uma creche para 300 crianças de 6 meses a 6 anos. Uma Ong muito séria e que já atua na comunidade há 54 anos!

A campanha “Adote uma Criança” funcionará assim: A instituição me fornece as sacolinhas que tem a idade, série e nome da criança, cada pessoa que for ajudar, terá estas informações para poder presentear a criança com uma roupinha, um calçado e um brinquedo! Muito tranquilo! As doações devem ser feitas até 01/12/2016.

Quero pedir a sua ajuda, ano passado quando fui entregar pessoalmente as sacolinhas que inúmeras pessoas ajudaram foi maravilhoso, as crianças são muito fofinhas, amorosas e mais que bens materiais carecem de afeto, tive uns dois dividindo meu colo enquanto entregavam para cada criança sua sacolinha!

Este ano tenho certeza que não será diferente e fica ai o convite de quem além de ajudar quiser ir comigo fazer as entregas, garanto que é uma experiência única na vida!

Conto com a colaboração de todos!

Grande abraço!

Patrícia Prado

 

Por que os feriados são essenciais?

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Não é novidade para ninguém que a nossa cultura valoriza a falta do tempo, quem nunca ouviu que não ter tempo é sinônimo de uma pessoa extremamente importante? Verdade é que uma vida ocupada demais não tem tempo para o que realmente vale a pena viver.

Quantos profissionais bem sucedidos, mas com relacionamentos em destroços? Quantos pais e mães bem sucedidos nas empresas que atuam e em casa seus filhos recebem migalhas de afeto? Quantas pessoas vivem assim? Inúmeras, existem frases para tornar “normal” tal atitude como “não podemos ter tudo” ou “sucesso no trabalho, azar no amor” e por ai vai.

Quando encontramos amigos, conhecidos e familiares, como quem diz “hoje vai chover”, recebemos a seguinte resposta quando questionamos porque estão sumidos “está faltando tempo” ou “o tempo anda corrido demais”… E vivemos esperando esse tempo surgir para reencontrar quem amamos, preocupar com quem realmente importa, rever os amigos, educar nossos filhos…

E ai vivemos para esperar a sexta-feira que indica que os outros dias serão de descanso, mas não serão! Porque logo perguntamos “o que vamos fazer nesse fim de semana?” e “Nesse feriado?” Tais respostas já indicam a ansiedade que nos parece nata. Temos uma incrível necessidade de preencher as pausas que a vida nos dá. Temos um medo absurdo de um encontro com nós mesmos e um horror a solidão!

A pausa não é só um intervalo que a vida nos impõe, mas é também um resgate do aqui, do agora, é um despertar da nossa escravidão inconsciente ao tempo psicológico. Nós sofremos pela nossa ansiedade, daquilo que ainda vai vir, sofremos por um futuro incerto, que pode ser bom, que pode ser ruim, ao mesmo tempo sofremos pela culpa do que fizemos, dos erros, sentimos arrependimentos, remoemos feridas, despertamos tristezas e amarguras passadas. Não perdoamos. Por isso ou estamos no futuro, ou estamos no passado, mas nunca no agora, esse é o nosso grande erro.

A vida necessita de pausas, veja os exemplos. A noite é uma pausa do dia, o inverno é uma pausa do verão, a morte é uma pausa da vida. Pausar é equilibrar o corpo com a alma, não é apenas para cumprir uma legislação trabalhista ou seguir um ritual bíblico, pausar é fundamental para nossa saúde. Quando algo está pausado significa que a vida vai ressurgir logo depois, como quem poda uma planta e em breve terá uma árvore frondosa.

Pare um minuto (se conseguir desligar o botão) e olhe em volta. O que você vê? O meio ambiente e a terra imploram por uma folga, os rios suplicam por um banho, as colinas estão com olheiras, as cidades necessitam de uma cochilada, o mar de umas férias, o domingo de um feriado, os animais carecem de atenção e afeto, as pessoas rogam por ajuda, a vida postula que possamos fazer algo contra as mazelas desse mundo (fome, guerra, miséria, drogas, mortes, pedofilia, lixos…). E nós? O que fazemos?

Nos dias atuais a pausa é preenchida por diversão e alienação. Vamos deixar algo bastante claro: Lazer não é feito de descanso, mas de ocupações. A própria palavra entretenimento indica o desejo de não parar. E essa nossa incapacidade de parar é algo preocupante. O mundo está deprimido e a indústria do entretenimento cresce nessas condições, tentando preencher o vazio que nós mesmos criamos.

Quem nunca chegou no fim de um feriado e teve a sensação de vazio. Um divertido que não é nem bom nem ruim. Dia pronto para ser esquecido, não fossem as fotos postadas no Instagram. Quantos de nós criamos uma expectativa frustrada que ninguém revela para não dar o gostinho da infelicidade para os outros?

Tudo é tão vazio, fútil e descartável que dá medo! Nunca fizemos tanto e realizamos tão pouco. Nunca tantos fizeram tanto por tão poucos. Isso me assusta!

Veja bem, parar não é interromper. Muitas vezes continuar é que é uma interrupção. O dia de não trabalhar não é o dia de se distrair, mas de ser atencioso consigo mesmo e com sua vida. Lutamos contra o envelhecimento, mas quem nos mata (e envelhece) cada dia mais é a nossa vontade de preencher todo o tempo, que já é curto, com inúmeras atividades que só acumulam pesos desnecessários à nossa vida!

Importante como uma vitamina no corpo, a pausa é necessária. Através do silêncio, da serenidade, da meditação e da leveza podemos interromper algo que tinha sido iniciado para lhe dar como concluído. É a pausa que traz a surpresa e não o que vem depois. A pausa é que dá sentido às nossas experiências de vida. As pessoas não sabem fechar os ciclos, por isso devemos aprender. Não haverá maior sábio do que aquele que souber quando algo terminou e quando algo vai começar. Bom feriado!

Nova atualização do Blog

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Bom dia Pessoal!

Fiz algumas alterações no Blog, gostaria de compartilhar com vocês:

1 – O layout mudou!

2 – Tópicos novos:

Antes havia opções de “Início, Contato e Sobre”, agora na página principal já tem um campo onde escrevo um pouco sobre mim, também foi atualizado o “Contato” e o “Sobre” virou “Perfil” onde eu conto um pouquinho porque iniciei este Blog.

Criei também um “Voz do Leitor”, que para mim é um dos mais importantes, através dos comentários deixados ali será possível atender aos pedidos de sugestão de temas, dicas, entre outros que vocês julgarem interessantes!

Criei um tópico “Os mais lidos”, que são os textos que mais foram lidos desde a criação do Blog no ano passado.

Há também um para “assinar Blog por e-mail”, uma opção super fácil de vocês se cadastrarem e receberem minhas postagens via e-mail.

Foi criado um espaço exclusivo para os “Parceiros” que são os banners dos sites que escrevo, alguns ainda não estão disponíveis, mas já inseri alguns, se clicar em cima vai direto para o site, vale a pena conferir!

3 – Comentários via Facebook

Antes em alguns locais os comentários necessitavam de cadastro no site, agora vocês podem deixar seus comentários através da conta do Facebook.

Fico muito feliz com a leitura de vocês!

Grande Abraço!

Patrícia Prado

A vida é um Trem-Bala

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Tem dias que isso acontece. A gente questiona a vida, o tempo que voa, que passa rápido demais… As coisas que fez e principalmente as que deixou de fazer… Dá um aperto no peito porque cada segundo vai para sempre, o que fica são lembranças, boas e ruins…

Por isso não é necessário querer tudo na vida, há coisas, pessoas, bens e lugares que não vão entrar na nossa bagagem, nem nos nossos roteiros e muito menos em nossos corações. Há muita coisa que fica para trás.

Só não podemos deixar para trás o que é essencial, para depois não nos lamentarmos pela vida a fora, independente da idade que tivermos. Lamentar cansa, angustia, melhor é fazer dentro do limitado tempo que nos foi dado o melhor que pudermos, e isso inclui escolher bem tudo que iremos querer ao nosso lado.

É necessário valorizar nossa família. Não importa o grau de afeto, todo filho vai querer um abraço da sua mãe, todo pai vai querer um beijo do seu filho, mesmo que seu pai seja seu avô, mesmo que seu filho seja seu sobrinho. Não importa quem desempenha o papel, o importante é haver uma troca, porque necessitamos disso. Então se você tem os seus vivos, corra e abrace com carinho, diga o quanto os ama. Sem cerimônia, sem esperar a hora certa, porque certo mesmo é que a vida passa rápida demais.

Realizar os nossos sonhos é algo que não pode ficar para trás. Cada um tem uma lista, ou deveria ter, um a um deve ser realizado, mesmo os sonhos mais simples. Uma vida sem sonhos já está morta. Por isso faça um cronograma ou anotações e realize. Não desista pela dificuldade, nem pelo o que os outros dirão.

Valorize as coisas simples da vida. A chuva, as árvores, as nuvens, os sorrisos, os animais, as crianças, o mar, o vento, a calmaria, os pés descalços, os olhares, as covinhas de um sorriso…

Não deixe passar despercebido o que dá sentido à vida. Pegue seu filho no colo, conte historinhas para ele, sinta seu abraço, toque seus cabelos, sinta seu cheiro, veja enquanto adormece…

Ouça os mais velhos, escute as histórias de seus avós, saboreie o tempo deles que já está no seu fim, reconheça o amor passado pelo gesto simples de ter feito sua comida preferida.

Saia com sua mãe, abrace com carinho, toque sua face, diga o quanto a admira, presenteie com tudo de melhor. Ela é um presente divino, uma extensão do amor de Deus. Passe momentos olhando suas rugas e contemplando cada minuto para ter certeza que fez tudo por alguém que fez muito mais por você.

Ande de mãos dadas com seu pai. Sinta suas mãos grossas de tanto esforço por ter lhe dado o melhor que podia. Diga que o ama, não tenha vergonha. Dance com ele, deixe que coloque sua cabeça em seu colo e faça carinho em seus cabelos grisalhos. Seja um bom filho. Guarde essas lembranças.

Encontre seus irmãos, saboreie o tempo com eles. Relembre as histórias vividas juntos, sejam amigos, cumplices, parceiros. Sinta a felicidade por suas conquistas, ajude-os a crescer, ame seus sobrinhos, tenha-os como seus filhos também. Nunca sinta inveja ou fique anos sem conversar, é perda de tempo!

Ligue para seus amigos. Não desista de alguém por falta de tempo. O tempo anda curto para todo mundo, mas somos nós que determinamos o que fazer com cada segundo, quem vai ter a nossa prioridade. Esteja presente, faça falta, mostre consideração, saiba perdoar, tenha paciência e principalmente esteja lá quando ele precisar.

Ame sempre. Não importa se é um relacionamento de 50 anos ou de 2 semanas, ame. Viva intensamente a paixão, sinta saudade, faça cafuné, seja companheiro, esteja presente, elogie, reconheça. As pessoas entram em nossas vidas para somar. Esteja sempre aberto para amar, mesmo que isso possa fazer sofrer pelo decorrer da vida. As pessoas não são iguais, por isso permita-se.

A falta de tempo pode nos deixar loucos em alguns momentos, mas o importante é valer a pena cada segundo. Chegar ao topo do sucesso não é importante, mas o caminho que se levou até chegar lá. Uma conta bancária recheada no fim da vida não é garantia de ter um coração cheio de amor. Estar rodeado de pessoas não quer dizer que se tem amigos para todas as situações.

A gente não pode ter tudo na vida, mas podemos ter tudo que precisamos para uma vida feliz. O dinheiro não é capaz de comprar tudo e é insensatez correr contra o tempo para ter tudo, sendo que esse tudo não é nem metade do que é essencial numa vida inteira, então, guarde lembranças de amor, não bens materiais.

A vida é um Trem-Bala, quando menos esperamos ela se foi. E nós somos meros passageiros prestes a partir, então se hoje ainda há tempo, aproveite para fazer aquilo que está guardado em seu coração. Não deixe para depois. Quem sabe quando será a hora de descer no ponto final para sempre?